segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Minha vaidade é cruel...
Não de uma forma sem propósito!
É o querer entristecer a felicidade 
o vontade pura de botar pra fora,
de afogar na reclamação do passado,
de sufocar a ilusão amorosa em minha iinsegurança.
Pensando bem, é até perigoso pensar sobre isso,
mãe o que seria de mim se eu não pudesse ao menos me torturar nessa solidão de carinhos e silêncios?
E quando não se deve fechar os olhos, é aí que eu fecho.
Já não posso mais sorrir, mas sorrio mesmo assim.
Ah, minha vaidade...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Espera... que se tá tudo errado 
É porque fim ainda não chegou!
Esse meio termo tá ficando cada vez mais exausto,
O suor já tá saindo frio e a ansiedade...
Ahh a ansiedade... vomitei ante ontem 
Junto com a paciência e outras coisas que já não me eram apropriadas.
Se o cabelo crescer, bem,
Eu nunca me importei mesmo com essa caspa que é a vida...
Pode até coçar,
Ai é só cortar o cabelo novamente.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Periga, Bia, periga a gente se perder!
Periga a gente se perder nessa intensidade..
Periga de ver Bia e Bia não me ver!
Se eu te prendo, é por desejo saciável..
Se eu te solto, Bia, é por não te aguentar mais um segundo!
Você é a vadia mais sincera que conheço, bia,
Roda por mãos em minha frente, sem mostrar vergonha ou desanimo..
E como alguem, mesmo que nessa situação,
se sentiria triste ao teu lado, bia? Impossivel!
Você é a vagabunda mais santa que conheço, bia!
Mesmo nas horas compartilhadas se mostra fiel a seu objetivo!
Mesmo que derrotada, persiste soltando sua ultima lagrima de fogo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ser verdadeiro é tão importante quanto fazer sexo sem camisinha!
Impotência não existe em tal caso...
posto que mesmo as mentiras são verdadeiras em seus objetivos.
Mas é necessário todo esse toque de seleção, esse toque de privilegiado..
Mesmo esse ar aidético, mentiroso, diga-se de passagem,
tem que valorizar-se só por ele próprio existir, e nada mais.
Do contrario, a dor que trazes pra casa será maior do que a que leva quando vais.
É ai que a poesia entra...

Foi vendo a traição e o pouco caso do dia para comigo, que cheguei a uma conclusão...
A noite é o melhor amigo do homem!
Mesmo com tal sombra leviana, e a escuridão penosa que aflige os corações doentes, a beleza embriagada e vagabunda da noite penetra as entranhas do acaso. As possibilidades são infinitas...
Sou desprovido da piedade dos piedosos.
Me inflama no peito uma chama de necessidade, de precisão...
É isso que me move.
Venho falar-lhe aqui depois de muitas noites me procurando em copos cheios de alegrias escondidas em vazios cheios de medo. Sou um mero mortal buscando a imortalidade em bares onde posso vomitar minha poesia a estranhos.
Mas não é isso que quero compartir com você, caro leitor, preciso lhe contar sobre a moça na qual quero compartilhar a minha solidão, a moça que me chama em seu sorriso, que quando me olha mais parece pedir um beijo. Deve ser minha imaginação...
Foi esse jeito quase maldoso que ela tem, de sorrir sempre que pode, que varreu toda a poeira que existia em baixo da alvorada. E mesmo aos tropeços, vi nos montes rochosos se esconder a dor enfurecida, escarnada, perdida, engaiolada.

Eu sei que você me entende! Quando sumir toda essa poeira, o vento que restar vai trazê-la de volta. Que tempo é esse que tens medo de perder, se esse medo te faz perder tanto tempo? Todo esse perder um dia ainda vai consumir toda essa beleza que fica onda a tua respiração passa... Ofegante na medida certa!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

você não sabe o poder que tem esse silencio?
quão impaciente e cruel ele é?
quão provocante e tentador ele se torna?
meu grito ecoa nesse teu calar...
e é inútil, imperdoável.
talvez por ser ingênuo, ou mesmo errante,
mas se torna válido por ser verdadeiro!
a imperfeição me arrastou até esse verbo idolatrado...
você sabe do que eu to falando!
em baixo no lençol é impossível mentir para si mesmo...
você sabe do que eu to falando!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A metade que falta é a falta da metade que se tem,
Pois se é saudade ou engano
Pode ser a solidão também!

domingo, 31 de julho de 2011

Se o que se vive é o medo de desconhecer esse teu odor que embriaga,
Venho lhe dizer aqui depois de muito tempo procurando poesia onde não existia.
Achei, em plena coincidência, ou não, essa tua formosidade complicada.
Ai vem você com essa tua boca cheia de suspiros agoniantes,
Com esse teu silêncio insuportável,
E me enconsta na parede da memória me arrancando as artérias com mordidas no pescoço...
Não sei se essa fome é ventania ou tempestade, mas a verdade é que te perdi, e nem vi...
Creio que tudo isso deu inicio quando as noites começaram a durar alguns segundos,
Apartir daí tudo que vivo é a espera de ver nossos olhos sorrindo juntos novamente.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O teu nome deveria se chamar desejo.
Desses silenciosos, á espreita, esperando a inocência passar.
E se passa longe, sente não o charme, mas o seu perfume...
É chamativo a ponto de enlouquecer a própria insanidade.
Vê-se os olhos mais perigoso do mundo.
Sutís, infalíveis.
Se não maldosos, irresistíveis.
O teu nome deveria ser um sonho.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

É perto da beleza que mora a embriagues.
Dessas movida pela fome, pela necessidade de retorno.
Dessas que não se sabe onde, e nem porque.
Dessas que perto da alegria, mesmo que alheia, vira uma epidemia.
E a beleza, agora embriagada,
Vê-se na tua companhia, e não sabe se foge, ou fica para ser humilhada.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Parei de escrever poemas no dia em que te conheci.
Agora quem escreve é você.
Você, que me possui em tardes vazias,
em noites escutas, em manhas de solidão...
Preenchendo papeis com palavras inúteis...
Lembrando dos beijos que eu nunca te dei.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Já me desencontrei em varias noites
Tentando continuar o versos que perdi no ziper da tua calça.
Encontrei uma intimidade fácil, simples, inútil á olho nu.
(É impressionante a forma com que os pensamentos fluem a noite)
Perdi o teu olhar e nem sei onde,
É de tanto esperar que o amor se esconde.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Como seria a noite se pela fresta,
O meu olhar mudo
Não conseguisse te pegar de relance?
Prefiro não imaginar.
A tua silhueta, esse escorregador ambulante,
Sentiria uma solidão inimaginável.
Com os teus passos precisos,
Calculavelmente sensuais,
Deixaria um vazio enorme
Nos olhos de quem te vê.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lôra.

Eu te desejo não amar o amor de cegueira,
O amor escuro, cego, mudo, sem poesia dissolvida.
Te desejo os olhos verdes mais perigosos do mundo,
"Desses que furam paredes", desses que pisam no pensamento perdido.
Não quero para ti, o amargo na boca
De uma noite perdida em sentimentos trancados, em sentimentos fugidos,
Enlaçados em lembranças que não querem mais estar presas..
Quem sabe um dia, ao ver-te andando em uma calçada qualquer,
Uns 10 ou 15 anos após o ultimo encontro,
Eu possa sentir de longe o perfume que surge do teu cabelo,
Que eu possa admirar o teu sorriso tão aberto para a lua..
E que aí, eu possa enfim te mostrar como é bom,
Estar contigo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hoje, descobri que a vida foi feita
Para as pessoas que tentam não aproveitá-la.
Descobri, que o amor tenta se esconder sempre que pode
Das pessoas que mais a desejam.
Hoje, percebi que um olhar de paixão
Nada vale perto de um beijo de despedida.
E logo hoje, percebi
Que a dor é a maior proeza que existe.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ainda não.

Nem quando estava cansado,
Exausto de noites triunfantes,
Farto de poemas tangíveis
Parei de pensar em ti.
Mas é por tanto te pensar
Que te esqueço aqui ao meu redor, no ar
Me lembrando de não te lembrar.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cansaço

O grito desapareceu.
não enxugo mais as lágrimas
pois acabaram todas.
Roubastes meu sorriso, minha dor.
Você furtou o pouco que ainda restava de mim.
Levou junto dos cabelos
Minha poesia, meu cansaço.
Minha musica se tornou banal.
A noite já não é mais escura
e o sol parece estar de férias.
Até meu beijo você levou.
Levastes junto dos teus olhos minha alma
E já não me resta mais nada pra lembrar de ti.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Depoimento de um solitário.

Sou desprovido da piedade dos piedosos.
Me inflama no peito uma chama de necessidade, de precisão...
É isso que me move. Venho falar-lhe aqui depois de muitas noites
me procurando em copos cheios de alegrias escondidas em vazios
cheios de medo. Sou um mero mortal buscando a imortalidade
em bares onde posso vomitar minha poesia a estranhos. Porém, não é isso que quero compartir com você, caro leitor, preciso lhe contar
sobre a moça na qual quero compartilhar a minha solidão,
a moça que me chama em seu sorriso, que quando me olha,
mais parece pedir um beijo. Deve ser minha imaginação...
Lamento lhe dizer, mas se ainda não viu o sorriso desta moça,
ainda lhe falta muito pra saber o que é prazer.
Parece inacreditável o que ela consegue fazer em apenas um
movimento com a boca. Já tentei varias vezes achar este sorriso
em outras mulheres, perca de tempo.
Já me peguei até sussurrando o seu nome em outros ouvidos.
Acho que até os poemas que fiz antes de a conhecer foram pra ela.
Eu me considero um fraco. As vezes me pego em grande esforço
tentando arrancá-la da minha cabeça.
Tentando contrariar a minha própria vontade.
As vezes dá certo, quando a noite se torna longa
e o copo está cheio fica fácil desviar o pensamento.
A noite é o melhor amigo do homem.
Mas... Amor? Acho esta a palavra mais vulgar de todas.
Deveria ser banida.
Me pego, agora, procurando o seu significado no dicionário.
Eu sou mesmo um fraco.
Desculpe pelo desabafo, caro leitor, estou muito emotivo esses dias.
Deve ser pelos poemas que eu me neguei a escrever.
Deve ser pelos copos que eu sequei sem querer.
Deve ser pelo perfume da moça que eu esqueci,
Deve ser pelo seu sorrisso... Que hoje eu ainda não vi.

sábado, 28 de novembro de 2009

Ontem

Enquanto enxugo a dor dentro de mim,
meus olhos se fecham com desespero.
Recolho os fósseis do meu peito
e projeto uma agonia disfarçada
em sentimentos furtáveis.
Mas não importa.
Teu gosto ainda tá na minha boca.