sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ainda não.

Nem quando estava cansado,
Exausto de noites triunfantes,
Farto de poemas tangíveis
Parei de pensar em ti.
Mas é por tanto te pensar
Que te esqueço aqui ao meu redor, no ar
Me lembrando de não te lembrar.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cansaço

O grito desapareceu.
não enxugo mais as lágrimas
pois acabaram todas.
Roubastes meu sorriso, minha dor.
Você furtou o pouco que ainda restava de mim.
Levou junto dos cabelos
Minha poesia, meu cansaço.
Minha musica se tornou banal.
A noite já não é mais escura
e o sol parece estar de férias.
Até meu beijo você levou.
Levastes junto dos teus olhos minha alma
E já não me resta mais nada pra lembrar de ti.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Depoimento de um solitário.

Sou desprovido da piedade dos piedosos.
Me inflama no peito uma chama de necessidade, de precisão...
É isso que me move. Venho falar-lhe aqui depois de muitas noites
me procurando em copos cheios de alegrias escondidas em vazios
cheios de medo. Sou um mero mortal buscando a imortalidade
em bares onde posso vomitar minha poesia a estranhos. Porém, não é isso que quero compartir com você, caro leitor, preciso lhe contar
sobre a moça na qual quero compartilhar a minha solidão,
a moça que me chama em seu sorriso, que quando me olha,
mais parece pedir um beijo. Deve ser minha imaginação...
Lamento lhe dizer, mas se ainda não viu o sorriso desta moça,
ainda lhe falta muito pra saber o que é prazer.
Parece inacreditável o que ela consegue fazer em apenas um
movimento com a boca. Já tentei varias vezes achar este sorriso
em outras mulheres, perca de tempo.
Já me peguei até sussurrando o seu nome em outros ouvidos.
Acho que até os poemas que fiz antes de a conhecer foram pra ela.
Eu me considero um fraco. As vezes me pego em grande esforço
tentando arrancá-la da minha cabeça.
Tentando contrariar a minha própria vontade.
As vezes dá certo, quando a noite se torna longa
e o copo está cheio fica fácil desviar o pensamento.
A noite é o melhor amigo do homem.
Mas... Amor? Acho esta a palavra mais vulgar de todas.
Deveria ser banida.
Me pego, agora, procurando o seu significado no dicionário.
Eu sou mesmo um fraco.
Desculpe pelo desabafo, caro leitor, estou muito emotivo esses dias.
Deve ser pelos poemas que eu me neguei a escrever.
Deve ser pelos copos que eu sequei sem querer.
Deve ser pelo perfume da moça que eu esqueci,
Deve ser pelo seu sorrisso... Que hoje eu ainda não vi.

sábado, 28 de novembro de 2009

Ontem

Enquanto enxugo a dor dentro de mim,
meus olhos se fecham com desespero.
Recolho os fósseis do meu peito
e projeto uma agonia disfarçada
em sentimentos furtáveis.
Mas não importa.
Teu gosto ainda tá na minha boca.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Jamais

Não te quero,
Porque sei que teus beijos não serão meus.
Não te quero,
Porque em teus abraços,
Verei sorrisos embriagados de solidão.
Não te quero,
Porque em meu peito
Existe mais do que um coração
Não te quero, porque te amo.

Auto ajuda

Mesmo quando a tristeza me abraçar,
E sentir que a alegria não vai voltar,
Buscarei o amanhecer doe meus desejos
E tomarei um pouco de conhaque.
Quando meus sentidos morrerem
E minha mente sangrar,
Beberei um pouco de saudade
E matarei um pouco da esperança.
Quando meus versos não mais saírem
E meus poemas ficarem inúteis,
Eu pegarei o meu violão,
E cantarei um pouco para as estrelas.
Embebedando-as de poesia.

Repetitivo.

Cai nos meus braços
enforcando-me com uma corda de ilusões
Contidas no teu beijo.
Choro ao saber do teu enterro!
Vejo em teu olho a súplica
De uma ilusão perdida no esgoto do meu coração.
Me foge um suspiro,
Te odeio de tanto amar.
Saio do controle ao imaginar-te
Vomitando sorrisos que não sejam a mim,
Não te imagino
Rojando em corpos que não sejam o meu..
Logo, novamente me enforcas,
No teu beijo que não é meu.

Viçio.

Quero tragar o teu sorriso,
E soltar tua fumaça sobre mim.
E que se dane o filtro!
Quero fazer do teu abraço,
O meu lençol...
"Tão previsível o futuro",
Me foi dito.
Será mesmo?
Como aceitar
A possível mortidão dos meus desejos?
O infinito nos separa,
E eu prometo que ainda acabo com ele.

Sempre.

Foi servida mais uma dose de sofrimento
Ao pobre rapaz.
Os seus dias viraram semanas,
E as semanas meses.
Não feche os olhos!
Jamais!
És louco?!
Não percebes que a verá?!
Não durma!
Nunca!
Não sabes que teus sonhos sonhos se resumem a ela?!
E o rapaz ficou de olhos abertos,
Muitas e muitas semanas sem dormir.
Se matou...
E passou a eternidade sonhando com ela.

domingo, 3 de maio de 2009

Nada demais.

O medo, o frio e a solidão...
O ar úmido que vem trazendo temores levemente agradáveis.
O teu cheiro de medo me da arrepios,
Arrepios que mais parecem tentações sexuais.
As mordidas que impregnaram os teus lábios,
Já desapareceram, eu sei,
Mas teu rosto ainda me mostra aquele fogo de liberdade
E minha poesia não te ilumina mais como antes.
Um dia ainda te olharei nos olhos,
E sussurrarei em teu ouvido,
Palavras de amor.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Intimidade

O veneno esmagador de olhares,
Estrupador de sentimentos puros.
Intimamente penetra por entre as veias
Mostrando realmente o que se passa...
E nunca é bom...
Descobrir pequenos defeitos banais,
Que se transformam em um câncer temperamental
Fugindo da realidade de uma forma bruta
E provocando ações totalmente reflexivas.
Um transplante de uma branca e suave relação,
Pela mais incorrompivelmente suja lente de observação.
Não se deve ser intimo de ninguem...
Pois é apartir daí, que os ratos começam a acordar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Beijos na alma.

Limpando rostos de inimigos,
A febre não baixa enquanto não te calas,
E o Deleito por tua boca se cessa no Habituar dos teus olhos.
Tua pele, brilha como o vagalume,
Vaga lume do sertão, do vilarejo cariri,
Onde os cangaceiros riscam faca como fosforo
E o fogo limpa as brechas do meu amor.
Feches de uma eletrecidade divina,
Curador de solidões perdidas.
E quando tua boca
Não for mais a margem do meu silêncio,
Tuas costas serão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Amigo.

É como se a morte estivesse com a mão no meu ombro
E nem meu violão o afastace...
Ó bela morte, te quero tanto,
Te quero como quero a garrafa do vinho,
Te quero como o cigarro que não posso fumar.
Não sou merecedor de ti...
Minha mera insignificancia precisa existir
Para afastar os fantasmas que não me assombram.
Qual será o cheiro do teu perfume, ó bela companheira?
Só tu me amas, só tu me queres com ardor...
Porisso te amo.
E deixarei minha pobre alma
A proa de qualquer sentimento volúvel
Não se preocupe!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O sonho.

A esperança é tão pouca e o caminho tão longo,
Meu pequeno anjo desconhecido apareça-me outra vez,
Quero tirar do teu beijo toda a tristeza,
Do teu abraço toda dor,
Dos teus olhos minha vida.
Olhos que não lembro,
Mas sei que devem brilhar mais que o sol,
Pois eles me segaram.
Como se pode amar uma esperança?
Como se pode desejar o desconhecido?
A ultima gota de lagrima caiu chamando o teu nome...
Que eu ainda não sei!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fumaça

Livremente, vaga pelas entranhas vazias do meu corpo,
passeia pela minha mente como que brincando,
como que chutando qualquer pedaço impuro de liberdade,
liberdade que não me interessa mais,
por você persegui, esquartejei tal palara de um jeito tolo.
Melancolicamente, lembro do teu sorriso, da tua mão macia...
Dos teus olhos gritantes, encantadores e rebeldes...
Queria muito toca-la, pegar na tua mão, no teu rosto...
Porem minhas mãos ja não conseguem te alcançar,
você escorre por entre meus dedos como fumaça...
Você, meu amor, é como uma nuvem...
Intocável...