quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Pensamentos

Quando a chuva encharcar teus cabelos
E eles não poderem mais me abraçar,
Aqueles olhos da madrugada hesitarão em pulsar,
E com as risadas estampadas no fundo do olhar
O mundo se abrirá em medo,
E os cílios, como que pesados se atrairão um para o outro,
Causando uma morte instantaneamente prioriativa.
Os lábios, ainda molhados da noite de dor,
Mergulharão em bocas perdidas na escuridão,
Tentando embriagar-se com pedras escolhidas a dedo.
E o mel, que como o amargo me agrada,
Mesmo quando aos poucos
Meus olhos insistem em pensamentos cruéis,
Enxaguando os medos que eu não quero ter.

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