sexta-feira, 27 de março de 2009

Beijos na alma.

Limpando rostos de inimigos,
A febre não baixa enquanto não te calas,
E o Deleito por tua boca se cessa no Habituar dos teus olhos.
Tua pele, brilha como o vagalume,
Vaga lume do sertão, do vilarejo cariri,
Onde os cangaceiros riscam faca como fosforo
E o fogo limpa as brechas do meu amor.
Feches de uma eletrecidade divina,
Curador de solidões perdidas.
E quando tua boca
Não for mais a margem do meu silêncio,
Tuas costas serão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Amigo.

É como se a morte estivesse com a mão no meu ombro
E nem meu violão o afastace...
Ó bela morte, te quero tanto,
Te quero como quero a garrafa do vinho,
Te quero como o cigarro que não posso fumar.
Não sou merecedor de ti...
Minha mera insignificancia precisa existir
Para afastar os fantasmas que não me assombram.
Qual será o cheiro do teu perfume, ó bela companheira?
Só tu me amas, só tu me queres com ardor...
Porisso te amo.
E deixarei minha pobre alma
A proa de qualquer sentimento volúvel
Não se preocupe!