segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ser verdadeiro é tão importante quanto fazer sexo sem camisinha!
Impotência não existe em tal caso...
posto que mesmo as mentiras são verdadeiras em seus objetivos.
Mas é necessário todo esse toque de seleção, esse toque de privilegiado..
Mesmo esse ar aidético, mentiroso, diga-se de passagem,
tem que valorizar-se só por ele próprio existir, e nada mais.
Do contrario, a dor que trazes pra casa será maior do que a que leva quando vais.
É ai que a poesia entra...

Foi vendo a traição e o pouco caso do dia para comigo, que cheguei a uma conclusão...
A noite é o melhor amigo do homem!
Mesmo com tal sombra leviana, e a escuridão penosa que aflige os corações doentes, a beleza embriagada e vagabunda da noite penetra as entranhas do acaso. As possibilidades são infinitas...
Sou desprovido da piedade dos piedosos.
Me inflama no peito uma chama de necessidade, de precisão...
É isso que me move.
Venho falar-lhe aqui depois de muitas noites me procurando em copos cheios de alegrias escondidas em vazios cheios de medo. Sou um mero mortal buscando a imortalidade em bares onde posso vomitar minha poesia a estranhos.
Mas não é isso que quero compartir com você, caro leitor, preciso lhe contar sobre a moça na qual quero compartilhar a minha solidão, a moça que me chama em seu sorriso, que quando me olha mais parece pedir um beijo. Deve ser minha imaginação...
Foi esse jeito quase maldoso que ela tem, de sorrir sempre que pode, que varreu toda a poeira que existia em baixo da alvorada. E mesmo aos tropeços, vi nos montes rochosos se esconder a dor enfurecida, escarnada, perdida, engaiolada.

Eu sei que você me entende! Quando sumir toda essa poeira, o vento que restar vai trazê-la de volta. Que tempo é esse que tens medo de perder, se esse medo te faz perder tanto tempo? Todo esse perder um dia ainda vai consumir toda essa beleza que fica onda a tua respiração passa... Ofegante na medida certa!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

você não sabe o poder que tem esse silencio?
quão impaciente e cruel ele é?
quão provocante e tentador ele se torna?
meu grito ecoa nesse teu calar...
e é inútil, imperdoável.
talvez por ser ingênuo, ou mesmo errante,
mas se torna válido por ser verdadeiro!
a imperfeição me arrastou até esse verbo idolatrado...
você sabe do que eu to falando!
em baixo no lençol é impossível mentir para si mesmo...
você sabe do que eu to falando!